Notas do dia / Notas do dia 12/10/2026
Notas do dia 12/10/2026
12 de outubro de 2026
A Meta lança o Muse Wonder e volta para a briga dos modelos mais fortes
A Meta apresentou o Muse Wonder e o Muse Wonder Full, os modelos mais fortes que ela já fez, pensados para agentes de IA, que são assistentes que fazem tarefas inteiras sozinhos. O Muse Wonder já está disponível para desenvolvedores, a 4 dólares por milhão de tokens de entrada e 20 dólares por milhão de saída (token é o pedaço de texto que a IA lê e escreve), e o Full fica só para quem assina o Muse Code, de 50 a 200 dólares por mês. No índice geral da Artificial Analysis, o Claude Opus 5.5 continua em primeiro, com 58 pontos, e o Wonder Full vem logo atrás, com 56, mas ele ganha em programação e em tarefas jurídicas. O anúncio foi o assunto mais votado do Hacker News, com mais de 500 pontos.
Para quem usa IA no trabalho, a notícia é que agora são quatro empresas brigando no topo, e isso costuma baixar preço e melhorar as ferramentas. A Meta diz que o modelo lembra do que importa para você entre uma conversa e outra e insiste na tarefa até terminar, que são justamente as duas coisas que mais fazem falta quando se tenta entregar um trabalho de verdade para a IA.
Hackers ligaram o degelo das geladeiras de centenas de supermercados na França
Na noite de 11 para 12 de outubro, hackers invadiram os controladores de refrigeração da Danfoss em supermercados franceses das redes Intermarché, Leclerc, Coopérative U, Carrefour Market e Monoprix, entre 250 e 350 lojas. Eles usaram falhas conhecidas de um software desatualizado e deixaram o degelo, que normalmente roda 2 horas por dia, ligado direto a 50 graus. As perdas iniciais chegam perto de 300 mil euros, e o Ministério Público de Paris abriu investigação. Na Holanda, outro ataque, ainda sem ligação confirmada, tirou do ar os sites do Albert Heijn e afetou as etiquetas eletrônicas de preço.
O caso mostra que qualquer equipamento ligado à internet, da geladeira à câmera, é uma porta de entrada. Então, antes de conectar máquinas e sistemas da empresa a agentes de IA, vale fazer o básico: manter o software atualizado, trocar senhas de fábrica e saber exatamente o que está exposto.
A Z.ai lança uma IA feita só para o trabalho jurídico
A empresa chinesa Z.ai lançou o GLM-Legal, um modelo de IA para revisar contratos, analisar provas e cuidar de compliance, que é a parte de garantir que a empresa cumpre as regras. No teste da Harvey com tarefas reais de 24 áreas do direito, ele acertou por completo 19,2% das tarefas, 12,5 pontos acima do modelo que serviu de base para ele. A Z.ai diz que é o melhor modelo aberto da área, e o acesso por enquanto é por inscrição num programa de testes.
O número parece baixo, mas o teste só conta como acerto o trabalho entregue pronto, sem nenhum erro. Por isso, o recado para advogados e para quem lida com contrato é que a IA já faz bem o rascunho e a primeira leitura, e a revisão final continua com o especialista.
O Codex da OpenAI deixa um programa rodando no computador depois que você fecha
Um usuário mostrou que o Codex CLI, a ferramenta de programação da OpenAI que roda no terminal, liga desde a versão 0.157.0 um processo que continua funcionando depois que você fecha todas as janelas. Esse processo copia um pacote de cerca de 374 MB para o computador e procura atualizações a cada hora, sem perguntar nada. A discussão chegou a 568 pontos e 276 comentários no Hacker News, com gente relatando mais de 12 GB de versões antigas acumuladas no disco.
Dá para desligar com a opção daemon_auto_start = false no arquivo de configuração do Codex. A lição para qualquer empresa é que ferramenta de IA também é software instalado, então vale conferir o que ela deixa rodando, principalmente em máquinas com dados de clientes.
Elon Musk pediu para o Grok comprar LEGO e expôs os próprios dados
Elon Musk pediu ao Grok, a IA da xAI, que escolhesse e comprasse os sets de LEGO Star Wars mais divertidos para crianças pequenas, e o agente fechou um pedido de 5 itens por 241,34 dólares. O problema veio depois, porque o print que Musk publicou mostrava dois endereços no Texas, o número do pedido e o final do cartão. Um youtuber disse que usou esses dados para cancelar a compra pelo assistente de IA da própria LEGO.
A compra funcionou, mas o caso mostra onde está o risco de deixar um agente comprar por você: nos dados que passam por ele e no que se compartilha depois. Antes de usar um agente para compras da empresa, vale definir limite de valor, cartão separado e quem confere o pedido.
Um aluno do 9º ano criou um assistente de voz para Mac que roda no plano do Claude
Saarth, um estudante do 9º ano, publicou o Atticus, um assistente de voz gratuito para Mac. A pessoa segura três teclas, fala o que quer e solta: ele organiza janelas, acha arquivos pelo conteúdo, lê a tela e escreve respostas de e-mail. Os pedidos simples rodam no próprio computador em menos de um segundo, e os complicados vão para o Claude usando a assinatura Pro ou Max que a pessoa já tem, sem precisar de chave de API, que é a senha paga de acesso direto ao modelo.
O detalhe mais interessante é que o Atticus aprende: uma tarefa pedida uma vez vira atalho, e o tempo cai de uns 30 segundos para 5 a 8. Vale o mesmo para qualquer empresa, porque a IA rende mais quando o que se repete vira um processo pronto.
Uma peça de 7 dólares deixa a IA usar um iPhone de verdade
O projeto esp32-iphone-agent, que passou de mil estrelas no GitHub, faz uma IA enxergar a tela de um iPhone pelo espelhamento sem fio e mexer nele por uma plaquinha ESP32 de cerca de 7 dólares, ligada no cabo como se fosse mouse e teclado. Não precisa de jailbreak, que é desbloquear o sistema do celular, nem de conta de desenvolvedor da Apple. Por segurança, a IA não consegue ver a tela de senha nem o Apple Pay.
Na prática, isso abre caminho para automatizar tarefas em aplicativos que só existem no celular e não têm integração com nada, como apps de banco, de entrega ou de fornecedores. Ainda é um projeto de teste, mas mostra que os agentes estão saindo da tela do computador.
Agent37 promete rodar agentes de IA por 37 centavos de dólar por mês
A Agent37, startup da turma atual da aceleradora Y Combinator, lançou ambientes isolados para rodar agentes de IA como o Claude Code, em que o agente trabalha sem mexer no resto do sistema. Segundo o fundador, Vishnu Kool, o cliente gasta em média 0,37 dólar por mês por ambiente, menos de 10% do que cobram os concorrentes, porque a empresa usa servidores mais baratos em vez da Amazon.
Para quem quer colocar agentes trabalhando o tempo todo, o custo de manter a máquina ligada costuma ser uma das contas que mais assustam. Então a notícia mostra que essa barreira está caindo e que, daqui para frente, o que mais vai pesar é saber o que pedir para o agente.
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A gente começa pelo seu processo e mostra, na prática, onde a inteligência artificial soma com o seu time.
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