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Notas do dia 13/10/2026

13 de outubro de 2026

OpenAI
Anthropic
Google
Agentes de IA

Engenheiro da OpenAI é acusado de esconder um gravador na sala dos executivos

Abdulrahman Alfozan, engenheiro da OpenAI desde julho de 2025, foi preso na sexta e apareceu no tribunal na terça, 13. Segundo a acusação, ele escondeu um gravador de áudio ligado à porta USB de uma TV, dentro da sala de reuniões dos executivos em São Francisco, e a equipe de segurança achou um segundo aparelho na bolsa dele. A OpenAI diz que usou os próprios modelos para entender o equipamento e chegar ao responsável. Se for condenado, ele pode pegar até cinco anos de prisão.

Para quem trabalha numa empresa, o caso lembra que a conversa interna sobre IA virou informação valiosa. Vale combinar com a equipe o que pode e o que não pode ser colado em ferramentas de IA e onde os dados da empresa ficam guardados.

Fontes

  • The San Francisco Standard · engenheiro da OpenAI preso por grampo
  • OpenAI Newsroom · post sobre o aparelho encontrado

A IA da Anthropic passou a escrever tanto código que o Git não deu conta

A Anthropic contou que as alterações de código aprovadas por dia na empresa subiram de 2.500 para mais de 30 mil entre maio e setembro, porque o Claude passou a escrever código sozinho. O Git, o sistema que guarda o histórico de cada mudança num programa, virou o gargalo, e uma equipe de sete pessoas trocou tudo por um sistema próprio, chamado Scion, em cinco meses. O download do código para os testes ficou 100 vezes mais rápido.

O recado serve para qualquer área: quando a IA multiplica o volume de trabalho, o que trava passa a ser o processo em volta dela, como revisão, aprovação e arquivo. Vale olhar se o seu processo aguenta esse volume antes de colocar a IA para produzir mais.

O Google libera o Gemini 4 Argon, e ele vira o assunto mais comentado entre programadores

O Gemini 4 Argon, anunciado pelo Google no fim de setembro, ficou disponível no app Gemini para assinantes Pro e Ultra, no Google AI Studio e na API, que é a porta de entrada para outros programas usarem o modelo. Ele foi o primeiro lugar do Hacker News, um fórum de tecnologia muito acompanhado, com mais de mil pontos. Num teste de programação com agentes, o DeepSWE, o Google informa 77,9% de acerto.

A Meta lançou o Muse Wonder um dia antes, então a disputa entre os modelos mais fortes está acirrada. Para quem usa IA no trabalho, isso significa testar a mesma tarefa em dois ou três modelos de tempos em tempos, porque o melhor para o seu caso muda rápido.

A Character.ai pede recuperação judicial e vai ser colocada à venda

A Character.ai, app famoso por deixar as pessoas conversarem com personagens criados por IA, entrou com um pedido de Chapter 11, a recuperação judicial dos Estados Unidos, para vender a empresa com supervisão da Justiça. A empresa cita problemas jurídicos, de regulação e de operação, diz que o app continua funcionando e avisa que vai fechar se não aparecer comprador. A previsão é concluir a venda entre o fim de novembro e o começo de dezembro.

O caso mostra que ser famoso não garante que um app de IA vai durar. Quem coloca um processo importante em cima de uma ferramenta precisa saber exportar os próprios dados e ter um plano para trocar de ferramenta se ela sair do ar.

A Apple apresenta uma tela para casa que reconhece até seis moradores

O Apple HomeView é uma tela de 7 polegadas com a nova Siri, que usa a Apple Intelligence, e reconhece até seis pessoas pelo rosto e pela voz para dar uma experiência personalizada a cada uma. A Apple diz que as imagens da câmera ficam num compartimento separado do sistema, e as vendas começam em 13 de novembro. Foi o único assunto de tecnologia entre as buscas em alta do Google no Brasil.

A IA está chegando aos aparelhos do dia a dia, e o reconhecimento de cada pessoa vai virar coisa comum. Para quem atende cliente, isso aponta para um caminho: o atendimento que reconhece quem está do outro lado e se adapta a ele.

A Physical Intelligence abre os modelos dela para qualquer empresa de robôs

A Physical Intelligence, uma das empresas mais conhecidas em IA para robôs, abriu o teste de uma API que permite a outras empresas treinar os modelos dela com os próprios dados e usá-los nos seus robôs. Entre os parceiros que já testaram está uma empresa que colocou uma carregadeira para encher caminhões sem ninguém na cabine, numa operação comercial em Utah.

Até agora, colocar um robô para trabalhar exigia uma equipe grande de especialistas. Com o modelo pronto e uma API, o trabalho passa a ser escolher bem a tarefa e juntar bons exemplos dela, e isso é conhecimento de quem entende do serviço, não só de quem programa.

Um projeto usa Macs parados para rodar IA de outras pessoas

O Darkbloom liga Macs com chip da Apple que estão ociosos numa rede que roda modelos de IA para quem paga pelo uso. Os pedidos viajam criptografados, ou seja, embaralhados, e o projeto diz que o coordenador da rede não guarda o conteúdo das perguntas. O post sobre ele teve mais de 200 pontos no Hacker News.

Esse é mais um sinal de que o preço para rodar IA tende a cair, porque aparece capacidade de processamento em lugares que antes ficavam parados. Para quem usa IA no trabalho, isso significa mais opções de custo e de privacidade nos próximos meses.


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