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Notas do dia 28/10/2026

28 de outubro de 2026

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Google lança o Gemini 4 Carbon e assume o primeiro lugar no ranking de inteligência

O Google apresentou o Gemini 4 Carbon, seu modelo mais forte até agora, e ele estreou em primeiro lugar no índice da Artificial Analysis, uma empresa independente que compara os modelos de IA com os mesmos testes. Os destaques são segurança digital e tarefas longas: segundo o Google, o Carbon trabalhou por dias seguidos em problemas difíceis de programação sem desistir no meio. Por enquanto ele está liberado só para um grupo de especialistas em defesa digital, e o preço anunciado é de 2 dólares por milhão de tokens de entrada, que são os pedaços de texto que a IA lê.

Para quem usa IA no trabalho, isso quer dizer que o modelo mais forte agora muda de dono a cada poucas semanas. Por isso vale mais escolher bem a tarefa e escrever bem o pedido do que ficar trocando de ferramenta a cada lançamento.

Fonte

  • Google · apresentação do Gemini 4 Carbon

Analistas experientes seguiram a opinião do agente de IA em 86% das decisões

A Anthropic, dona do Claude, fez um teste com 50 analistas de dados profissionais. Cada um usou um agente de IA para avaliar um serviço de uma cooperativa agrícola e precisou fazer quatro escolhas entre duas opções razoáveis, mas eles não sabiam que um sorteio tinha definido para qual lado o agente ia puxar. Os analistas ficaram com a opção do agente 86% das vezes, quando o esperado seria perto de 50%, e 77% deles depois explicaram a escolha com os argumentos do próprio agente, mas só 15% disseram que a ideia tinha vindo dele. Nem experiência, nem diploma, nem dizer que desconfiava da IA mudaram o resultado.

O estudo não diz que a IA enganou ninguém, porque o agente recebeu a instrução de ser honesto. Ele mostra que a opinião do agente pesa muito. Por isso, numa decisão importante, vale escrever a sua opinião antes de perguntar e pedir à IA os argumentos dos dois lados.

Amazon pede aos engenheiros que parem de medir trabalho pela quantidade de IA usada

Um comunicado interno da Amazon que veio a público nesta semana pede aos engenheiros de software que parem de tentar gastar o máximo de IA possível. A empresa escreveu que medir produtividade pelo volume de uso da IA ou pela quantidade de código gerado é um critério muito falho, e que o certo é medir resultado de longo prazo. Ao mesmo tempo, a Amazon diz ter certeza de que a IA vai estar no centro do trabalho de programação.

O recado serve para qualquer área. Usar IA o dia inteiro não prova nada, porque o que conta é a tarefa que ficou mais rápida, mais barata ou mais bem feita.

OpenAI corta pela metade o uso do Codex no plano Pro de 200 dólares

A partir de 30/10, o ChatGPT Pro de 200 dólares por mês mantém o preço, mas o uso incluído do Codex, o agente de programação da OpenAI, cai de 20 para 10 vezes o que o plano Plus permite. O limite de mensagens por semana com o GPT-6 Pro também cai de 200 para 100. A OpenAI diz que os modelos ficaram mais eficientes, oferece créditos extras de Codex que vencem em 31/12 e passa a vender um plano Pro de 100 dólares.

Quem paga plano de IA para a empresa vale revisar o uso ainda nesta semana, porque o mesmo valor agora compra menos. Em muitos casos o plano mais barato ou o pagamento por uso sai melhor, mas só dá para saber olhando quanto a equipe realmente usa.

Melhor agente de IA acerta só 10,8% de um teste com trabalho real de contador

A Surge AI, empresa que cria testes para medir IA, lançou o Dayjob Tax, com 50 tarefas reais da área de impostos dos Estados Unidos, como declaração, revisão técnica e orientação ao cliente, num total de 1.789 arquivos. O melhor resultado foi do Claude Sonnet 5.5, que entregou trabalho no padrão profissional em só 10,8% das tarefas. O que mais derrubou os agentes foi não enxergar um problema que o cliente não tinha perguntado, como um prazo que poderia custar uma isenção de imposto.

Isso mostra onde a IA ainda trava em trabalho de especialista: ela faz bem a conta, mas falha no julgamento que vem da experiência. Por isso a IA rende mais ajudando o profissional que conhece o caso e confere o que ela entrega do que fazendo o serviço sozinha.

Stack Overflow recebe menos de mil perguntas num mês

O Stack Overflow, o site de perguntas e respostas que por anos foi o lugar onde programadores tiravam dúvidas, recebeu menos de mil perguntas novas no último mês, o menor número da história. No auge, em março de 2014, eram cerca de 207 mil perguntas por mês. A queda começou antes do ChatGPT, mas as ferramentas de IA aceleraram muito essa queda.

Isso mostra como mudou o jeito de buscar ajuda: muita gente agora pergunta direto para a IA. Quem vive de responder dúvidas, como consultor, professor ou suporte técnico, precisa pensar no que entrega além da resposta pronta.

Assistente pessoal do ChatGPT passa a funcionar por mensagem de celular

A OpenAI anunciou que o dot, o assistente pessoal do ChatGPT, agora recebe pedidos por iMessage e pelas mensagens de texto do Android. Dá para mandar texto, foto e áudio, passar uma tarefa e receber atualização sem abrir o aplicativo, e o assistente também pode avisar por conta própria quando algo muda. Por enquanto a novidade está em teste só para assinantes do plano Pro nos Estados Unidos.

A tendência é a IA ir para onde a pessoa já conversa. Para quem atende cliente por mensagem, isso dá uma ideia do que o público vai esperar daqui a pouco.

Princeton vai dar ChatGPT Plus de graça para todos os alunos

A Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, anunciou um piloto de um ano com a OpenAI que dá contas do ChatGPT Plus a todos os alunos. Professores e funcionários já podem pedir acesso, e os alunos recebem em janeiro. O acordo garante que nada do que for digitado nas contas da universidade vai servir para treinar novos modelos, e cada professor decide como a IA entra na própria aula.

O detalhe que interessa a qualquer empresa é esse acordo sobre os dados. Antes de liberar IA para a equipe, vale conferir no contrato se o que os funcionários digitam pode ou não ser usado para treinar o modelo.


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A gente começa pelo seu processo e mostra, na prática, onde a inteligência artificial soma com o seu time.

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