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Notas do dia 31/10/2026

31 de outubro de 2026

Segurança
Agentes de IA
OpenAI
Robótica

Um link compartilhado bastava para tomar a conta de alguém no ChatGPT

A empresa de segurança Parameter publicou como conseguiu tomar contas do ChatGPT mandando só um link de conversa compartilhada. A pessoa abria o link e um código escondido lia a lista de conversas dela, pegava o conteúdo de conversas privadas e mandava tudo para um servidor de fora. A OpenAI corrigiu a falha em 26 de outubro e a classificou como prioridade máxima.

A falha já foi fechada, mas o caso mostra que a conta do ChatGPT guarda muita coisa da empresa. Então vale ligar a verificação em duas etapas, separar a conta pessoal da conta de trabalho e desconfiar de link de conversa enviado por quem você não conhece.

Fonte

  • Parameter · como tomamos contas do ChatGPT

Sam Altman é criticado por dizer que a memória do seu computador deveria estar nos data centers

Num podcast, o presidente da OpenAI disse que é terrível as pessoas terem memória RAM, a memória de trabalho do computador, parada nas próprias máquinas, quando ela poderia ser usada nos data centers de IA. A fala vem num momento em que as empresas de IA compram memória em massa e o preço sobe para quem compra computador. O post que repercutiu a fala passou de 2 mil comentários, quase todos contra.

Para quem usa IA no trabalho, a discussão é sobre dependência. Quanto mais o trabalho roda na nuvem de um fornecedor só, mais a empresa fica exposta a preço, regra e queda desse fornecedor. Ter uma segunda opção de ferramenta é um cuidado simples.

Cinco modelos pequenos trabalhando juntos superam um modelo de ponta em programação

Um projeto aberto chamado Memdoor colocou cinco cópias do Qwen3.8-27B, um modelo pequeno e aberto, para resolver problemas de programação em equipe: um planeja, dois dão ideias, um resolve e um confere. Nos 10 primeiros problemas difíceis do teste LiveCodeBench, a equipe acertou em média 9,8, contra 8 do Fable 5 respondendo sozinho.

O resultado é de um teste pequeno, mas a ideia vale para qualquer área: dividir o trabalho em etapas e dar a cada uma um papel claro melhora a resposta, mesmo com uma IA mais barata. É o processo fazendo diferença antes da ferramenta.

Equipe da DeepSeek publica um agente que pega tarefas sozinho num projeto de código

A DeepSeek publicou no GitHub o dsh-superagent, um protótipo de pesquisa: um agente que acompanha um projeto, recebe pedidos da equipe, trabalha neles sozinho e devolve a proposta pronta. O repositório passou de 3 mil estrelas. A própria empresa avisa que não é um produto oficial e que o código não está pronto para usar em produção.

O que chama atenção é a regra que eles escreveram para o agente: tomar o mínimo possível da atenção das pessoas e entregar o máximo de valor. Ele só age quando alguém pede ou quando uma regra da equipe permite, e só avisa quando alguém precisa decidir. É um bom critério para quem está montando o próprio agente.

Agentes de IA que mexem no celular por você viram a onda da semana no GitHub

Projetos que rodam o agente da DeepSeek direto no celular estão entre os mais populares do GitHub. Um deles, o DSH-Android, instala como um aplicativo comum, sem desbloquear o aparelho, e deixa a IA abrir apps, organizar arquivos e mudar configurações sozinha.

Ainda é coisa de teste, mas aponta para onde as ferramentas estão indo: em vez de você copiar e colar entre aplicativos, a IA faz o caminho por você. Por enquanto, o recomendado é testar num aparelho que não tenha dados da empresa.

Usuário diz ter sido bloqueado pela Anthropic por usar o Claude em trabalho de treinar modelos

Um pesquisador contou no X que a Anthropic marcou a conta dele como se ele estivesse treinando um concorrente, mesmo dizendo que só usou o Claude para rodar tarefas e analisar resultados. Segundo ele, agora qualquer pedido ligado a treinar modelos maiores é bloqueado. O relato é de um usuário só e a Anthropic não comentou, mas o assunto teve mais de 200 pontos no Hacker News.

Para quem usa IA no dia a dia, o recado é ler as regras de uso da ferramenta antes de colocar um trabalho importante em cima dela. Quando a regra muda ou é aplicada com rigor, quem depende de uma ferramenta só fica parado.

Startup de ex-engenheiro da Apple cria junta de robô que sente o peso de um clipe de papel

A Silica, apoiada pela aceleradora Y Combinator, lançou juntas para robôs que medem a força direto no ponto de giro e, segundo a empresa, são cerca de 50 vezes mais sensíveis que as juntas baratas de hoje, que só sentem algo a partir do peso de uma bola de tênis. Elas custam de 10% a 15% a mais, a pré-venda está aberta e a produção começa no início de 2027.

Sensibilidade é o que falta para robô pegar peça delicada sem quebrar. Quanto mais barata ela fica, mais perto os robôs ficam de tarefas de montagem, embalagem e cuidado que hoje só pessoas fazem.

Robô humanoide vestido de guarda orienta o trânsito em Shenzhen, na China

Um vídeo que viralizou mostra um robô humanoide, com farda de guarda de trânsito, orientando os carros num cruzamento movimentado de Shenzhen. A China vem colocando esses robôs em funções públicas como teste.

O caso ajuda a entender o ritmo: robô em ambiente aberto e cheio de imprevistos já está saindo do laboratório. A pergunta que fica para qualquer área é quais tarefas repetitivas do seu trabalho seriam as primeiras a ganhar esse tipo de ajuda.


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A gente começa pelo seu processo e mostra, na prática, onde a inteligência artificial soma com o seu time.

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