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Notas do dia 01/11/2026
1 de novembro de 2026
Ethan Mollick diz que hoje a IA dá resultado com bem menos mudança na empresa
Ethan Mollick, professor da Wharton que estuda o uso de IA no trabalho, escreveu que o GPT-4 já teria um impacto grande, mas as empresas iam demorar para colher o ganho porque precisavam mudar muito os seus processos. Com os modelos de ponta atuais, segundo ele, o ganho vem com bem menos mudança. Num post anterior ele lembrou que o GPT-4 aguentava uns 4 minutos de trabalho independente com metade de chance de acerto, enquanto os modelos de hoje tocam semanas de trabalho, e marcou janeiro de 2026 como o começo da era dos agentes, que são as IAs que executam tarefas sozinhas.
Para quem trabalha, isso quer dizer que não é preciso reorganizar o setor inteiro para começar. Dá para escolher uma tarefa que se repete toda semana, passar para a IA e medir o tempo que sobrou, porque o ganho de produtividade agora está no trabalho que a IA executa, e não só na conversa com o chat.
Programadores conhecidos dizem que o esforço máximo da IA nem sempre compensa
O programador Theo Browne contou que baixou o nível de raciocínio do Claude Opus 5.5 de "extra alto" para "alto" e que o resultado ficou melhor quase sempre. O desenvolvedor swyx, que tem um podcast sobre engenharia de IA, foi além e defendeu usar um esforço baixo com uma rodada de crítica em cima da resposta. O post dele passou de 90 mil visualizações.
O nível de esforço é a opção que define quanto tempo o modelo pensa antes de responder, e o mais alto custa mais e demora mais. Então, antes de pagar o plano mais caro ou deixar tudo no máximo, vale testar o nível médio e pedir para a própria IA revisar o resultado, porque muitas vezes a qualidade vem dessa revisão.
O Postgres 19 atrasou porque a IA achou bugs demais
Robert Haas, um dos principais desenvolvedores do Postgres, um dos bancos de dados mais usados do mundo, explicou que a nova versão 19 está atrasada por causa da IA. Os modelos passaram a encontrar defeitos no código com muita facilidade, mas corrigir não ficou tão rápido. Entre abril e setembro foram 1.443 alterações no código principal, contra 1.037 no mesmo período de 2025, e três recursos novos acabaram retirados da versão no fim de agosto e em setembro.
O caso mostra um efeito que vale para qualquer equipe: a IA acelera uma parte do trabalho e a fila cresce na etapa seguinte, que continua dependendo de gente. Por isso, quem coloca IA num processo precisa olhar onde o trabalho vai parar depois, e não só onde ele fica mais rápido.
Matemático diz que a IA mudou a matemática e pede que a área se adapte
O matemático Frank Calegari, da Universidade de Chicago, publicou no blog de Terence Tao, um dos matemáticos mais conhecidos do mundo, um texto dizendo que a matemática mudou. Ele cita a publicação de mais de 700 artigos de pesquisa pela OpenAI em 6 de outubro como um marco, mas critica a escrita ruim desses textos e a falta de crédito a quem veio antes. O texto propõe seis mudanças, como avaliar todo trabalho como possivelmente feito com ajuda de IA e exigir mais rigor das revistas científicas.
A conclusão dele serve para outras profissões: quando a IA resolve uma parte do problema, o valor do especialista passa para escolher as perguntas certas, conferir o resultado e assumir a responsabilidade pelo que foi entregue.
Teste mede quanto custa pedir para a IA criar o mesmo site em ferramentas diferentes
O desenvolvedor Nolan Lawson pediu a agentes de IA que construíssem o mesmo aplicativo com várias ferramentas de criação de sites. Com uma combinação mais simples, chamada Hono com htmx, cada execução custou em média US$ 2,67, enquanto com o Angular, uma ferramenta mais pesada, custou US$ 4,97. A versão simples também teve cerca de 1.370 linhas de código, contra 2.009 do Angular.
Para quem contrata um site ou uma landing page feita com IA, a escolha da ferramenta muda o custo de hoje e o de cada ajuste no futuro, porque menos código significa menos texto para a IA ler e menos dinheiro gasto em cada mudança.
Skills do Claude Code seguem entre os projetos mais populares do GitHub
Duas skills do Claude Code estavam entre os projetos em alta no GitHub. Skill é um pacote de instruções que ensina a IA a fazer uma tarefa específica sempre do mesmo jeito. A teardown, com 953 estrelas, transforma uma máquina num simulador em 3D que dá para desmontar, e a reanimate, com 744 estrelas, copia uma animação quadro a quadro e confere se a cópia se move igual.
A mesma ideia funciona fora da programação: um relatório, uma proposta comercial ou uma resposta de atendimento que a empresa faz toda semana pode virar uma skill, e a IA passa a entregar no padrão da casa sem ninguém repetir as instruções.
Robô que parece uma aranha solda estruturas de aço sozinho em estaleiros
A empresa DIDEN apresentou o Spider 30, um robô que gruda no aço com ímãs, sobe paredes verticais, anda até de cabeça para baixo no teto e faz a solda sozinho dentro de estaleiros. Ele junta navegação autônoma e solda de precisão nos pontos que hoje exigem que um trabalhador chegue até lá.
É um exemplo de IA tirando das pessoas a parte mais perigosa e difícil do serviço, enquanto o soldador experiente passa a definir o trabalho e conferir a qualidade.
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